Ajudar as pessoas faz bem à saúde mental na quarentena, diz neurociência

Ansiedade, tristeza, inutilidade e falta de sentido na vida são alguns dos sentimentos relatados por muitas pessoas diante da pandemia do coronavírus. De fato, a necessidade de permanecer em casa significou ruptura de planos e temores sobre o futuro. Por outro lado, muitos estão reagindo à pandemia com iniciativas solidárias e descobrindo que colocar suas habilidades a serviço do outro pode amenizar o peso psicológico da quarentena e, ainda, contribuir ativamente no combate ao convid-19.

Segundo o neurocientista Paulo Sérgio Boggio, os desafios intrínsecos à quarentena vão de encontro ao senso comum de que o ser humano age essencialmente por interesse próprio, guiado por decisões utilitárias de perdas e ganhos. Ele explica que nosso cérebro aprendeu a sentir prazer diante de ações primárias para a sobrevivência, como comer, beber, fazer sexo. Num nível mais secundário está o dinheiro, que também ativa o chamado sistema de recompensa do cérebro.

No entanto, existe um nível mais elaborado e potente de gratificação, gerido por valores subjetivos, como a noção de significado da própria existência. “Por isso, nos sentimos bem em saber que estamos sendo úteis e, mais ainda, quando nossos esforços e capacidades são reconhecidos, mesmo quando não há remuneração envolvida. Isso ativa o senso de pertencimento”. explica Boggio.

(Fonte: VivaBem-Uol)

 

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