BNDES prorroga linha de crédito para pequenas e médias empresas

(6Minutos) – O BNDES anunciou na manhã deste sábado (dia 4) a prorrogação da linha BNDES Crédito Pequenas Empresas até 31 de dezembro, com orçamento ampliado em mais R$ 5 bilhões.

O orçamento da linha já tinha sido ampliado em R$ 5 bilhões, ainda em março, no primeiro conjunto de medidas do banco de fomento para mitigar a crise causada pela pandemia. A nova ampliação foi decidida após os R$ 5 bilhões da ampliação de março terem sido totalmente contratados.

Segundo o BNDES, desde março, foram aprovadas 16.318 operações com 15.094 empresas, que empregam 372.800 pessoas. “A média do valor do empréstimo por operação ficou em torno de R$ 318 mil. O principal setor econômico contemplado foi o de comércio e serviços, com 79,7% dos recursos, seguido pelo de indústria de transformação (19,5%), agronegócio (0,7%) e indústria extrativista (0,1%)”, disse o banco em nota.

Operação indireta

Com foco no financiamento de capital de giro, a BNDES Crédito Pequenas Empresas é operada indiretamente. As empresas fecham os empréstimos com bancos comerciais da rede repassadora do banco de fomento. Nessa linha específica, são 31 agentes financeiros atuando em todo o País.

A linha já existia antes da crise da pandemia. Em janeiro, já tinha passado por uma ampliação, ao passar a aceitar pedidos de crédito de empresas com faturamento anual de até R$ 90 milhões –até o ano passado, o limite era bem mais baixo, de R$ 4,8 milhões. Em janeiro, o valor máximo dos empréstimos também foi elevado de R$ 500 mil para R$ 10 milhões a cada 12 meses.

Em março, já no contexto de enfrentamento da crise, passou a aceitar pedido de empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões. O banco de fomento também ampliou o valor máximo dos empréstimos R$ 10 milhões para R$ 70 milhões a cada 12 meses. A elevação desse limite acompanha a ampliação do faturamento máximo que a empresa deve ter para ser elegível aos financiamentos — quanto maior o porte da empresa, maior será sua necessidade de capital de giro.

Ao anunciar a nova ampliação, o banco não informou sobre mudanças nas condições dos empréstimos. Na nota, a instituição de fomento ressalta que “as taxas de juros variam, pois são negociadas entre a empresa e o agente financeiro”. A média dos juros finais cobrados às empresas de todos os portes elegíveis na linha está em 11,23% ao ano, segundo o site do BNDES.

“O objetivo da linha nessa segunda etapa permanece o mesmo: oferecer recursos para o uso livre das empresas, de maneira simples e ágil, por meio dos agentes financeiros parceiros (cooperativas de créditos e bancos comerciais, públicos ou privados)”, diz a nota do banco.

 

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