Índice do medo no mercado financeiro, indica que pior já passou

Por Sara Abdo – 6Minutos

 

Você reparou que já faz muitas semanas que a Bolsa de Valores brasileira não aciona os circuit breakers, que é a suspensão das negociações por um determinado período de tempo?  

O Ibovespa também parou de subir ou cair mais de 5% ou 6% em um dia só. O pior das tensões do mercado financeiro parece ter ficado para trás, e quem indica isso é o VIX, que os investidores chamam de índice do medo. Mas isso não significa que dá para abandonar a  cautela.

O que é o VIX? O indicador de demanda e volatilidade dos ativos listados no S&P 500, índice da bolsa de valores dos EUA, que inclui as ações das principais empresas do mundo. Na prática, o VIX mede o humor dos investidores em relação ao mercado financeiro.

Se o VIX sobe é porque os investidores estão saindo da bolsa de valores, afastados pelo cenário de risco e incerteza, como o efeito do coronavírus nas empresas e economia. Daí ele ser conhecido como índice do medo.

Se ele cai é porque o risco está menor e os investidores estão mais dispostos a colocar dinheiro em ações. A explicação é de Lucas Cardoso, analista da Toro Investimentos.

Como o VIX tem se comportado? No pico da crise ele chegou a 82 pontos. É uma marca bem alta e aconteceu no dia 16 de março. De lá para cá vem caindo e desde o dia 24 de abril ele opera abaixo dos 40 pontos. Nesta segunda-feira (11), o Vix registra 27,05 pontos.

Para efeito de comparação, em dezembro, antes da pandemia ser uma realidade, o VIX variava entre 12 e 13. Segundo Carvalho, da Toro, um VIX que ronde os 20 pontos é suficiente para indicar normalidade no mercado financeiro.

O impacto do VIX na bolsa brasileira: Há muita participação do investidor estrangeiro na bolsa brasileira. Se a aversão ao risco sobe entre esse grupo de investidores, eles decidem tirar dinheiro daqui também. Vale lembrar que o Brasil é país emergente, considerado ativo de risco.

“É por isso que às vezes nem tem notícias ruins internamente, mas a bolsa cai. É sinal que os investidores estrangeiros estão saindo do risco”, relaciona Cardoso.

 

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