“Não é guerra. É união”, diz a empresária Luiza Helena Trajano

(Uol) – Acionistas das maiores empresas do Brasil são taxativos ao dizer que não é papel dos empresários pressionar governadores pela flexibilização do distanciamento social para conter o coronavírus. “Essa é uma medida que tem de ser tomada baseada na opinião de especialistas”, diz Pedro Passos, cofundador da Natura. Para Horácio Lafer Piva, acionista da Klabin, os governadores estão se saindo bem, “tanto os que liberaram o comércio como os que não liberaram ainda”, pois estão decidindo com base técnica. “Tudo que existe de malfeito está vindo do governo federal”, acrescentou. Pedro Wongtschowski, acionista da Ultrapar, também concorda com as medidas estaduais, “porque são adequadas, apropriadas e tecnicamente fundamentadas”.

Para a dona do Magazine Luiza, a falta de esclarecimento adequado para a população acabou dividindo o país. “O inimigo não é o isolamento, é o vírus. O que se sabe até agora é a proporção de contágio ainda é muito alta. Em primeiro lugar a saúde. Eu estou lutando muito e o governo fez medidas muito boas. Elas podem não estar chegando até os pequenos empresários, mas sei que o governo tem se esforçado”. João Ometo, da São Martinho, vai na mesma linha: “a gente tem que prezar pela vida das pessoas, a vida acaba, mas a economia dá pra gente ir acertando depois”.

 

“Neste momento, não é guerra. É união”, apela Luiza Helena Trajano. Ela discorda do clima de guerra existente entre instâncias dos governos estaduais e federal.

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