O que descobrimos:
- Nesta quarentena, o trabalho virou seu escape? Trabalhar é o que jantem sua sanidade?
- Ou você prefere fazer logo o que precisa para se livrar do trabalho e se dedicar ao que realmente interessa (cuidar da casa, fazer ginástica ou ajudar os filhos)?
- Ou para você o trabalho é fundamental, requer dedicação, mas tudo tem seu limite: uma hora, é preciso parar, certo?
(6Minutos) – Se você respondeu afirmativamente a uma das duas primeiras questões, cuidado! Nesse novo mundo home office, depois de mais de 120 dias de trabalho à distância, dois grupos, igualmente ruins, estão se revelando entre uma reunião de Zoom e outro: os workaholics e os copo moles. Respire aliviado, no entanto, se a sua resposta foi a terceira.
“Estamos vivendo a terceira onda nesse processo do home office”, diz Emilia Magnan, chefe de Recursos Humanos da Ilegra. “A primeira foi lá no início de março e o objetivo era garantir a funcionalidade do trabalho à distância”. Foi quando todos estavam preocupados em fazer o serviço se encaixar na nova realidade.
A segunda onda, segundo Emilia, foi quando as pessoas viram que o home office dava certo, mais ainda precisava de melhorias: uma cadeira melhor, o estabelecimento de horários, um código de etiqueta para as mensagens automáticas.
Na terceira onda – a fase em que estamos agora -, é quando os vícios do trabalho, do antigo ambiente físico passam a se replicar virtual. Ou seja, quem era corpo mole antes agora faz isso em casa.
O contrário também é verdadeiro: quem era dedicado antes, agora passou a ser mais dedicado ainda.
É justamente nesse ponto que o RH deve agir. É preciso medir a performance das pessoas. “Óbvio que não é possível concordar com muitos maus exemplos, por exemplo, de chefes que pedem para o funcionários deixar a câmera ligada o tempo todo, pois isso é simplesmente assédio moral”, alerta Emília.
Mas há de se compatibilizar as coisas, tal qual se compatibilizava no trabalho presencial. Afinal, já se conhecem os perfis dos colaboradores.