Um pouco de poesia

Por Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay),

Poder360

 

Fiz de mim o que não soube, e o que podia fazer de mim não o fiz. O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara, estava pegada à cara. Quando a tirei e me vi no espelho, já tinha envelhecido.”

  • Fernando Pessoa, poema “Tabacaria”.

 

Passou; viu a porta aberta.
Entrou; queria rezar.
A vela ardia no altar.
A igreja estava deserta.

Ela, porém, não vertia
Uma lágrima sequer.
Tinha a fé – a chama a arder, –
Chorar é que não podia.”

  • Machado de Assis, no poema Lágrimas de Cera

 

“Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.”

  • Sophia de Mello Breyner

 

“Liberdade é pouco.
O que eu desejo ainda não tem nome.”

  • Clarice Lispector

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