Um pouco de poesia

Por Antônio Carlos de Almeida Castro – Kakay, do Poder360

 

“Num deserto sem água

Numa noite sem lua

Num país sem nome

Ou numa terra nua

Por maior que seja o

desespero

Nenhuma ausência é

mais funda do que a

sua”

  • Sophia de Melo Breyner Andresen

 

“Aceitar o castigo

imerecido

não por fraqueza, mas

por altivez.

No tormento mais fundo

o teu gemido

trocar num grito de ódio

o que o fez.

E então morrer sem uma

lágrima,

Que a vida não vale a

pena

e a dor de ser vivida”.

  • Manuel Bandeira

 

“Eu não sou eu nem sou

o outro,

Sou qualquer coisa de

intermédio:

Pilar da ponte de tédio

Que vai de mim para o

outro.”

  • Mário de Sá-Carneiro

 

“Uma invisível mão as

cadeias dilui;

Frio, inerte, ao abismo

um corpo morto rui;

Acabara o suplício e

acabara o homem.”

  • Machado de Assis

 

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