Passado o pico da crise, empresas se voltam para segurança psicológica dos colaboradores

(6Minutos) – As consequências psicológicas da pandemia foram o principal assunto relacionado ao Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro. Estima-se que, quando a pandemia for superada, o número de pessoas com a saúde mental afetada pode ser até maior do que o de contaminados pela covid-19.

Um ponto que vem sendo cada vez mais reforçado é o papel crucial que as empresas terão no enfrentamento do trauma coletivo. Até porque, em plena crise do coronavírus, os investimentos públicos em saúde mental foram reduzidos.

Estudo publicado no início de outubro pela OMS demonstrou que 89% dos governos nacionais incluem o apoio psicológico no plano de combate à covid-19, mas apenas 19% efetivamente criaram fontes adicionais de financiamento para essas atividades.

Antes da pandemia, estimava-se que a perda anual em produtividade econômica decorrente da depressão e da ansiedade chegava a US$ 1 trilhão.

Em contrapartida, estudos  projetam que cada dólar gasto no combate aos dois principais distúrbios psicológicos resulta em economia cinco vezes maior. Quando se leva esse raciocínio para o ambiente de cada corporação, evidencia-se a importância – inclusive financeira – de cuidar da saúde mental dos funcionários.

Um caminho que deve ganhar força é incluir o domínio da Psiquiatria aos serviços médicos prestados dentro das empresas. Esse campo, conhecido como Psiquiatria do Trabalho, cuida não apenas de eventuais atendimentos emergenciais, mas também avalia o impacto psicológico do exercício de cada função e participa do desenvolvimento de estratégias para o bem estar mental dos funcionários, em sintonia com a gestão das pessoas.

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